Começando, definitivamente, o Whiskey Touches the Walls (começo a me arrepender desse nome…). Pensei muito sobre como começar, qual banda iria “estrear” esse blog. Pensei em ASIAN KUNG-FU GENERATION, No Regret Life e até mesmo andymori, mas, surpreendentemente até mesmo para mim, acabei por optar pelo noanowa (のあのわ).

Conheci a banda há pouco tempo, e acabei me apaixonando perdidamente pela Yukko. Há algo de MUITO diferente no noanowa, diferente até mesmo de outras bandas conterrâneas, algo que conquista, envolve e, quando você percebe, já virou fã.

A seguir, apresente minha humilde review de SPECTACLE, primeiro full-album deles, lançado no mesmo dia desse blog: nove de setembro de 2009, o (infame) dia simétrico do 9mm.
Não possuo o mínimo conhecimento musical, como disse anteriormente. Muitas vezes, desprezo um solo virtuoso em favor de um acorde simples e cheio de emoção – pois, para mim, mesmo sendo piegas, música é algo que vem do coração. É uma obra de arte, e não adianta produzir arte sem demonstrar sentimentos, de uma maneira um tanto gélida e indiferente.

Com isso posto, vamos às generalidades.
O que eu gosto da música japonesa é como consegue ser universal ao mesmo tempo em que é, essencialmente, japonesa. Talvez seja difícil entender, talvez eu não saiba me expressar muito bem, mas há uma certa simplicidade nas bandas nipônicas que não há em nenhuma outra do mundo. Algo verdadeiramente simples, sem ser simplório. Algo que você consegue resumir com uma única palavra.

 

E, para o noanowa, essa palavra é, realmente, ESPETÁCULO.

SPECTACLE

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